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A fricção oculta: Porque é que a formação "barata" é um buraco negro no orçamento

  • Foto do escritor: Pedro Peixoto
    Pedro Peixoto
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

A maioria dos orçamentos de formação assenta numa falácia: acreditar que um desconto de 20% no "preço por cabeça" é uma vitória. Na verdade, esse "desconto" muitas vezes desencadeia uma despesa interna massiva.

No Capital Humano, a fatura é apenas a ponta do icebergue.


Vamos analisar o Denominador do nosso Coeficiente de Aceleração do Talento (CAT):


Investimento = M + (T-inv × W)



1. O subsídio salarial invisível

No momento em que um colaborador inicia uma formação, a empresa começa a "subsidiar" essa aprendizagem com o próprio salário do colaborador.

  • Se um profissional de alto valor dedica 2 horas por semana a aulas de grupo genéricas e lentas, não está apenas a pagar ao formador. Está a pagar o W (Custo de Oportunidade).

  • Ao fim de um ano, para um gestor sénior, esse curso "barato" custa à empresa mais de 6.000€ em horas de salário.

  • Se a formação não gera autonomia imediata, está efetivamente a pagar à sua equipa para continuar a ser improdutiva.


2. O "Custo Sombra" da gestão (S)

Esta é a fricção que nunca aparece num balanço financeiro, mas que corrói a produtividade. Até que um colaborador atinja o seu Tempo para Impacto (TTI), o seu gestor fica refém do "Trabalho Sombra":

  • O imposto da revisão: perder 30 minutos a corrigir um e-mail que o colaborador deveria ser capaz de escrever sozinho.

  • A presença por segurança: um diretor ter de entrar numa call internacional porque o Account Manager não tem confiança linguística para avançar sozinho.

  • O estrangulamento: projetos parados porque quem detém o conhecimento técnico é quem tem a barreira do idioma.


Formação barata é formação lenta. E a formação lenta mantém os seus líderes mais caros presos a tarefas de supervisão de baixo valor.


O impacto da Glorick

Na Glorick, não otimizamos para ter a fatura mais baixa; otimizamos para preservar a sua folha salarial. Através de mentoring humano 1-on-1, reduzimos drasticamente o "Tempo para Impacto". Não ensinamos apenas uma língua; recuperamos o tempo dos seus gestores e travamos a hemorragia salarial do "eterno estudante".


O balanço final? Se não está a medir o custo do tempo do seu colaborador, não está a gerir um orçamento, está a gerir uma fuga de capital.


No próximo post, passamos do custo da formação para o custo da demora. Vamos desconstruir o "Imposto pelo Atraso": o preço real que a sua empresa paga por cada mês que a sua equipa demora a abrir a Porta de Oportunidade.

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