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A arte perdida de ouvir: por que os melhores formadores de línguas não são apenas professores

  • Foto do escritor: Pedro Peixoto
    Pedro Peixoto
  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

Num mundo corporativo obcecado em "fazer-se ouvir", "fazer o pitch" e "dominar a sala", desenvolvemos um enorme ponto cego cultural. Esquecemo-nos de como ouvir.


O filósofo Byung-Chul Han captou esta crise na perfeição:

"No futuro, haverá uma profissão chamada 'ouvinte'. Iremos ter com eles porque quase não restará mais ninguém para nos ouvir. Ouvir é dar; é a única coisa que ajuda o outro a falar."

Na Glorick, esta frase tocou-nos profundamente. Porquê? Porque no mundo da formação linguística corporativa, os nossos formadores já vivem esta realidade todos os dias.


A aprendizagem de línguas como um exercício de vulnerabilidade

Quando um profissional entra numa sessão de línguas, não está apenas a memorizar regras gramaticais. Está a sair da sua zona de conforto. Falar uma segunda ou terceira língua num ambiente de negócios de alta pressão exige uma imensa vulnerabilidade.

Por causa disso, as nossas sessões transformam-se naturalmente em algo muito mais profundo do que uma aula normal. Os nossos formandos desabafam connosco. Partilham as suas ansiedades profissionais, a pressão imensa das operações globais e a frustração de sentirem que as suas mentes brilhantes estão presas atrás de uma barreira linguística.

Os nossos formadores não se limitam a ouvir os erros; escutam o subtexto.


"Sinto que não sou realmente ouvido pelo meu chefe, é como se ele estivesse noutro sítio quando eu falo, sabe?"
"Sinto que não sou realmente ouvido pelo meu chefe, é como se ele estivesse noutro sítio quando eu falo, sabe?"

Ouvir cria segurança psicológica

Existe uma diferença enorme entre ouvir alguém e fazer com que essa pessoa se sinta ouvida. Na correria da vida corporativa, a escuta verdadeira é rara. Mas não é possível formar comunicadores confiantes e fluentes sem criar primeiro um ambiente de absoluta segurança psicológica.

  • A fluência real não vem de uma app; vem da liberdade de falar sem o medo do julgamento imediato.

  • A comunicação eficaz não se resume a transmitir dados de forma fluida; trata-se da ressonância emocional entre quem fala e quem ouve.


Ao ouvirmos profundamente os nossos clientes, damos-lhes o maior presente de todos: o espaço para encontrarem a sua voz real, e não apenas a sua voz em inglês.


Mudar o paradigma da formação corporativa

Dar formação de comunicação à sua equipa não deve parecer uma palestra rígida e unidirecional. Se queremos que as nossas equipas colaborem, negociem e liderem numa escala global, temos de tratar a aprendizagem de línguas como um diálogo ativo e de apoio mútuo.

Na Glorick, ouvimos primeiro. Não porque é o nosso trabalho, mas porque sabemos que é a única forma de ajudar a sua equipa a falar verdadeiramente.

 
 
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